Régis Sandrin

Administrador

O Crônicas Econômicas nasceu de uma inquietação compartilhada: organizar ideias, registrar discussões e, quem sabe, ampliar o círculo dessa conversa que já acontece há tempos entre mim, o Mateus e outros bons amigos. Há algo de especial — quase terapêutico — em estar rodeado de pessoas que, dentro de um ambiente de confiança, se desafiam mutuamente. Gosto particularmente quando esse desafio é intelectual, genuíno, e se esforça para se apoiar no que há de mais sólido e recente na fronteira do pensamento — e não apenas em argumentos reciclados para sustentar identidades ideológicas já prontas para o uso.

Sou o tipo de pessoa que não consegue simplesmente aceitar que “as coisas são assim”. Para mim, entender o mundo ao redor é quase uma necessidade fisiológica — talvez até mais urgente que checar o celular ao acordar. Gosto de montar modelos mentais, como quem tenta resolver um quebra-cabeça sem a imagem da tampa da caixa. E, para meu azar (ou sorte), não resisto ao prazer de ler, ouvir e debater ideias que me obriguem a reorganizar as peças. Às vezes dói — especialmente quando minhas convicções favoritas vão para o brejo — mas existe, admito, um certo charme no desconforto bem fundamentado.

Sou administrador por formação, mestre em economia e construí minha carreira na área de suprimentos. A vide me levou para fora do Brasil, minha terra natal. Estudei e trabalhei, casei e tive filhos em contextos diversos, muitos multiculturais, onde tive minhas ideias postas à prova com uma frequência, digamos… saudável. Esses choques de realidade, longe de me endurecerem, moldaram um olhar diferente sobre o mundo — com mais dúvidas do que certezas, mas com um entusiasmo crescente pelas perguntas certas.

E é justamente nas situações mais triviais — um dilema profissional, uma conversa de bar, uma notícia de jornal — que percebo como esse modelo mental, essa prática constante de questionar e de olhar por outras lentes, faz diferença. Especialmente quando o caminho óbvio soa confortável demais. Foi dessa mistura — curiosidade insaciável, gosto por boas conversas e fascínio por decisões cotidianas com efeitos extraordinários — que nasceu este blog. Aqui, quero explorar as encruzilhadas da vida sob o prisma econômico, com leveza, embasamento e uma dose de humor. Porque, afinal, se a economia está mesmo em tudo… então tudo pode render uma boa crônica.

Mateus Sangoi Frozza

Economista

Sou economista, professor universitário, mestre em Economia, doutor em Matemática e curioso por vocação. Dou aulas na graduação e na pós-graduação, e também toco um projeto de educação financeira com alunos do ensino médio. E foi exatamente dessa mistura de sala de aula, conversa de corredor e experiências do dia a dia que surgiu a ideia deste blog, com meu grande amigo Régis Sandrin, um no interior do Rio Grande do Sul e outro nos EUA.

O Crônicas Econômicas nasceu pra tirar a economia do pedestal e trazê-la pra perto da vida real. Aqui, a gente fala de dinheiro, escolhas, trabalho, consumo, governo, preços, sonhos, comportamentos e sobre o futuro, tudo isso com o pé no chão e sem aquele economês que afasta mais do que ajuda.

A proposta é simples: transformar conceitos econômicos em histórias, reflexões e conversas, tudo isso, sem prender a ciência e a técnica. Porque entender economia não é só pra quem usa terno e gravata, mas pra todo mundo que precisa tomar decisões com o bolso, com a cabeça e, muitas vezes, com o coração.

Se você curte uma boa crônica e algumas provocações e quer entender melhor como a economia mexe (muito!) com a sua rotina, fica por aqui. Vamos pensar juntos sobre o que está por trás dos números e como eles impactam a gente de verdade.

Puxa uma cadeira. A conversa já vai começar.